O último item da lista para inspeção médica admissional era... Atestado de sanidade mental emitido por médico psiquiatra. Muitos professores que tive na USP não devem ter feito consulta psiquiátrica nenhuma para admissão ou burlaram essa parte, pelo menos não demonstravam muita sanidade mental...;-)
Bem, fiquei a semana inteira brincando sobre isso com a minha irmã pelo msn, dizendo coisas do tipo: preciso fazer uma consulta com psicopata, preciso de atestado emitido por psicopata...
Minha irmã me passou 2 nomes de psiquiatras do manual do plano de saúde. Liguei para o primeiro, a secretária: Marcação de consulta, só para agosto. Pensei, humm, que interessante... quanta gente faz consulta psiquiátrica, hein? Liguei para o segundo, a secretária: Agora a agenda está lotada... deixa eu ver... É consulta particular, disse eu... E ela, Ah, tem um horário às 5:20 na terça. E eu comigo mesma, Hunf, se fosse pelo convênio eu tava perdida.
Como grande desconfiada que sou, chequei o CRM do cara no site do Conselho Regional de Medicina. Tudo ok, ele estava registrado...
Cheguei lá 1 hora antes do horário marcado para aproveitar para fazer outras coisas pelo caminho e porque tinha esperanças de que houvesse umas janelas e que assim daria pra adiantar meus afazeres da tarde. Não sei por que fui ficando tensa na sala de espera. Mãos geladas e coração mais acelerado. Sensação ruim ser analisado pelas pessoas. Minha consulta durou uns 10 minutos no máximo.
O cara fez uma série de perguntas de uma lista para conferir se eu era esquizofrênica. -Você ouve vozes? -Não (estou ouvindo a sua, ai meus deuses!). -Você já falou em alguma língua que ninguém entendeu? -Não, nunca (Ãh? Mim não compreender a sua) e etc...
Enfim, sou pancada, disfarcei bem e consegui meu atestado! Uma lelé inofensiva... não pretendo torturar meus futuros alunos! Juro! Dãh... Talvez fosse mais útil um atestado de boas maneiras, com parecer da Glória Kalil. Afinal “chique é, acima de tudo, ser educado”. E seres chiques estão em falta no meio acadêmico. Ai, tenho traumas dos professores universitarios, hehe ;-)
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